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Mulheres no acervo: Dinorah de Carvalho

Coleção do arquivo histórico remonta a trajetória de uma das maiores musicistas brasileiras do século XX.

Nascida em 1895 em Uberaba, cidade de Minas Gerais, Dinorah de Carvalho dedicou sua vida à música e destacou-se como pianista no Brasil e no exterior. Incentivada por seu pai, um músico amador, ingressou no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo aos 10 anos de idade, completando seus estudos aos 21 anos. Conviveu com grandes personalidades como Mário de Andrade, Francisco Mignone, e Camargo Guarnieri. Recebeu auxílio financeiro do governo de Minas Gerais para estudar na França, onde se tornou aluna de grandes mestres da música. De volta ao Brasil, na década de 1930, criou e dirigiu a Orquestra Feminina São Paulo, sendo a primeira mulher a dirigir uma orquestra no Brasil. Seu prestígio ascendente fez com que na década de 1940 ela se tornasse a primeira mulher a integrar a Academia Brasileira de Música. A partir da década de 1950, atuou como crítica musical em alguns jornais paulistas, dentre os quais, a Folha de São Paulo. Ela faleceu em 1980, aos 84 anos de idade, em decorrência de um enfarte.

A coleção Dinorah de Carvalho Muricy é composta por troféus com os quais a artista foi homenageada e por alguns álbuns contendo recortes de jornais com críticas musicais de autoria da artista, fotografias dela ao longo de sua trajetória profissional, cartas, recibos, cartões e fôlderes de concertos realizados por alunas.

É possível encontrar informações sobre esta e outras coleções e fundos do Arquivo histórico no Guia do Arquivo.

Fotos: Cinthia Bueno

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