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A coleção Circo no acervo MIS

A magia e a memória do circo preservadas em entrevistas, fotografias e outros documentos.

 

O jornalista Julio Amaral de Oliveira foi um dos poucos que se voltou para a pesquisa circense durante os anos 1960, época de declínio dos espetáculos produzidos pelas trupes familiares, os chamados circos-família. Seu trabalho possui uma grande importância documental para a preservação da memória do circo pois resultou em uma fonte de pesquisa significativa para estudiosos de diversas áreas.

A tradição do circo-família no Brasil é herdeira de uma cultura europeia e seu surgimento coincide com o processo migratório no final do século XIX. O circo-família se constituiu por grupos familiares que conservavam a tradição circense em que todos os membros da família adotavam pra si a arte circense como modo de vida.

 

Montagem do Circo-Família Americano, onde nasceu o Palhaço Piolin. ca 1918. Autor não identificado.

Montagem do Circo-Família Americano, onde nasceu o Palhaço Piolin. ca 1918. Autor não identificado.

 

A partir de coleções de diversas famílias circenses, Julio Amaral reproduziu registros fotográficos que deram origem a um extenso acervo com retratos de palhaços, malabaristas, domadores, reportagens de jornal, esquetes, cartazes. Além disso, em 1971, o jornalista realizou também uma entrevista com os palhaços Arrelia, Chicharrão e Piolin que integra o projeto “Circo”, uma das primeiras pesquisas de documentação audiovisual e coleta de entrevistas que constituem o acervo do MIS.

 

O jornalista Julio Amaral de Oliveira, o empresário Francisco Rodrigues, e artistas circenses Herta Orfei e Antonio Captelana. ca 1950

 

Por meio desse material, é possível recuperar a trajetória de ícones da cultura circense, como por exemplo, Abelardo Pinto, o Palhaço Piolin.

 

O Palhaço Piolin. Foto Autoria não identificada. ca 1950

O Palhaço Piolim. Foto autor não identificado. ca 1950

 

O dia do Circo é comemorado no dia 27 de março em homenagem a Abelardo Pinto, o Palhaço Piolin, nascido no dia 27/03/1887, em Ribeirão Preto (SP). Como em toda em família circense, muito jovem, Abelardo dedicou-se ao contorcionismo, apresentando-se em "números" de bicicleta com seu irmão Anchises. Em 1971, durante entrevista ao MIS, Piolin conta que decidiu tornar-se palhaço depois de substituir Chicharrão no Circo Queirolo. Nessa época, um artista circense espanhol, notando suas pernas finas, apelidou-o de Piolin, que em castelhano significa barbante fino.

 

Aos 12 anos, antes de se tornar o Palhaço Piolin, Abelardo era o ciclista Careca. Foto Autor não identificado. ca 1900

 

Os palhaços Arrelia, Pimentinha e Piolin. Foto autor não identificado. ca 1950

 

Sendo uma das primeiras coleções do MIS, a Coleção Circo originou-se principalmente pela pesquisa de Julio Amaral de Oliveira. Atualmente, as reproduções fotográficas realizadas pelo pesquisador constituem registros únicos da cultura circense. Desde 2013, os negativos e ampliações estão em comodato com o Centro de Memória do Circo. A entrevista e as imagens digitalizadas podem ser acessadas pelo Acervo Online.

 

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/patrimonio_historico/memoria_do_circo/

http://acervo.mis-sp.org.br/audio/depoimento-dos-palhacos-piolim-e-arrelia

 

 

 

 

 

Colabore com a pesquisa

Você tem alguma informação que possa colaborar com a pesquisa? Mande um e-mail para midiateca@mis-sp.org.br.

 

Postado em 07/11/2018.

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