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BLOG EDUCATIVO

A proposta deste blog é aproximar o público do cotidiano do Núcleo Educativo MIS com uma linguagem fluída e acessível. Cada educador tem liberdade para desenvolver conteúdo abordando suas pesquisas, visitas e atividades. Acompanhe!

Relato do educador

O homem que nunca ri

Postado em 25 de julho de 2019

O cinema silencioso sempre me fascinou, mas, como a maioria daqueles que apreciam as produções do começo da sétima arte , conheço toda a carreira de Charles Chaplin, contudo hoje venho falar sobre outro cineasta.

Dentro da vasta filmografia de Chaplin, existe uma obra-prima denominada Luzes da Ribalta (1952), na qual Chaplin e Buster Keaton (1895-1966), dividem o palco em um dueto de dez minutos. Nesse número, dois velhos atores de vaudevile tentam resgatar os bons tempos desse gênero, caracterizado pelo entretenimento de variedades predominante entre os anos 1880 e início dos anos 1930. Seria, talvez, uma cena autobiográfica?

Joseph Frank Keaton Jr. nasceu em 1895 em Piqua (Ohio, EUA). Seus pais trabalhavam no vaudevile, logo o pequeno Keaton já atuava nos palcos antes dos 10 anos, em um número chamado Os Três Keatons.

Em poucos anos, começa a fazer pequenas aparições em curtas-metragens, sob a tutela de Roscoe “Fatty” Arbuckle, atuando em The Butcher Boy [O menino açougueiro].

Em 1920, Keaton já dirigia seus próprios curtas e, desde essa época, sua principal característica dominava a narrativa: um personagem impassível, a quem nenhuma situação, por mais perigosa, romântica ou assustadora, causava qualquer tipo de expressão. Por isso a alcunha de “O homem que nunca ri”.

Buster atuou e dirigiu mais de 60 filmes, dentre eles obras que marcariam para sempre a história do cinema, tais como Nossa Hospitalidade (1923), Sherlock Jr. (1924), A General (1926) e O Homem das Novidades (1926).

Com uma comédia visual muito apurada, através da pantomima e das acrobacias ou do uso comedido de intertítulos, a regra de Keaton era nunca falsificar uma piada, logo ele apelava para as “gags”: saltos, corridas e quedas arriscadas, o que resultou em fratura de quase todos os ossos  ao longo da carreira.

Ao contrário de Chaplin, o estrelato e a veia cômica de Keaton não sobreviveram à conversão de Hollywood ao cinema falado no início dos anos 1930. Contudo, Keaton influenciou diversos diretores e atores modernos, desde Wes Anderson a Jackie Chan.

Se você tem curiosidade de conhecer a obra desse artista e personagem tão icônico, vá até o YouTube e pesquise por A General. Garanto que você não vai se arrepender.

Por Jéssica Silva

Crédito da imagem de capa: Imagem de divulgação, THE GENERAL. Director: BUSTER KEATON; 1927.

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