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BLOG EDUCATIVO

A proposta deste blog é aproximar o público do cotidiano do Núcleo Educativo MIS com uma linguagem fluída e acessível. Cada educador tem liberdade para desenvolver conteúdo abordando suas pesquisas, visitas e atividades. Acompanhe!

Relato do educador

“Você aperta o botão, nós fazemos o resto”.

Postado em 23 de setembro de 2019

O Museu da Imagem e do Som apresenta durante os meses de agosto a outubro de 2019 a exposição FOTO MIS, dedicada à contemplação e crítica do trabalho de fotógrafos renomados como Pierre Verger, Luciano Candisani, Thomaz Farkas e João Farkas.

Entretanto, o reconhecido trabalho desses artistas não seria possível sem outro personagem importante da história da fotografia: George Eastman (1854-1932).

Voltamos para a década de 1880, quando Eastman, na época funcionário de um banco, começa a trabalhar na invenção de placas metálicas secas que usavam emulsões de sais de prata, sensíveis à luz, pra gerar imagens. Após algumas experiências, Eastman desenvolve um suporte mais leve e flexível que o vidro. Sua primeira ideia foi revestir a emulsão fotográfica no papel e depois carregá-lo em suporte com formato de rolo. Poucos anos depois Eastman registra a patente do filme fotográfico.

A Eastman Company é formada, e posteriormente a marca Kodak é registrada. Seu slogan inicial era: “Você aperta o botão, nós fazemos o resto”. Essa frase foi escolhida, pois as pessoas compravam a câmera que continha um filme fotográfico com 100 poses; após seu uso, era só enviar para a Kodak, que revelava as fotos e reabastecia a câmera. Segundo o próprio Eastman, o objetivo era “tornar a câmera tão conveniente quanto o lápis”.

A Kodak foi a primeira empresa a investir na indústria fotográfica em escala mundial. Apostou alto na simplicidade, e, para isso, foi necessário um grande investimento em publicidade. Logo em 1900, além de produzir câmeras fotográficas modernas com tecnologia elaborada, a empresa já possuía centros de distribuição na França, Alemanha, Itália e outros países da Europa.

Durante sua vida, George Eastman doou mais de 100 milhões dólares para instituições de ensino e artes, parques públicos, hospitais, clínicas dentárias e organizações de caridade em todo o mundo.

Nos últimos anos de vida, George Eastman é diagnosticado com uma doença degenerativa que afetava sua coluna. Em março de 1932, redige uma nota de suicídio: “Para os meus amigos. Meu trabalho está feito. Por que esperar?”. É enterrado nos jardins da Kodak na cidade de Rochester, estado de Nova York, Estados Unidos.

Para saber mais acesse: www.kodak.com

Por: Jéssica Silva  - Educadora e Produtora Cultural

Imagem de capa: George Eastman, 1919. Enciclopédia Britânica, Inc.

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