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A falta que você faz

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) apresenta a mostra imersiva A falta que você faz, com retratos da fotógrafa brasileira Marizilda Cruppe, no MIS. A instalação conta um pouco da história, desafios e angústias de 16 famílias que sofrem com o desaparecimento de um familiar, uma experiência invariável e incontestavelmente devastadora.

Realizados entre agosto de 2016 e dezembro de 2017, os retratos e depoimentos que compõem a mostra, com vídeos produzidos com apoio da Realejo Filmes, foram editados em videomapping por Rogério Costa especialmente para o espaço do museu paulistano. Assim, o visitante da exposição vivencia uma experiência de imersão no dramadas personagens.

“Quando se expande o material, você diminui o papel do espectador, que se vê cercado por imagens de grande apelo visual. Você vê a pele das pessoas, ouve seus relatos e sente empatia pelo sofrimento delas”, declara Marizilda, que acredita no potencial transformador e mobilizador da imagem.

Com essa exposição, que foi exibida no ano passado no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, em Brasília, a fotojornalista e o CICV ampliam o alcance da questão do desaparecimento para um público mais vasto, sensibilizando-o quanto a esse tema que aflige milhares de pessoas.

Segundo um levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) durante o ano de 2017,82.684 casos de desaparecimentos foram reportados às polícias civis no Brasil. Somente em São Paulo, onde o CICV desenvolve atividades para responder à problemática, foram registrados 25.200 desaparecimentos em 2017.

"As famílias têm o direito de saber o paradeiro e o que aconteceu com seu ente querido. Precisamos acabar com o silêncio em torno desse problema", afirma a chefe da delegação do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, Simone Casabianca-Aeschlimann.

Reconhecendo a multiplicidade e a gravidade dos problemas enfrentados pelos familiares de pessoas desaparecidas, o CICV trabalha para identificar e compreender suas necessidades e, assim,apresentar às autoridades responsáveis recomendações e apoio para que ofereçam respostas adaptadas nesse sentido. Essa ação humanitária é desenvolvida em várias partes do mundo.

Sobre a fotógrafa
Marizilda Cruppe é fotojornalista. Em sua experiência profissional, acumula passagem de 20 anos pelo jornal O Globo, além de colaborações para o The New York Times, The Guardian, Svenska Dagbladet, além das revistas TPM e Trip. Desenvolve séries fotográficas para organizações não-governamentais como Greenpeace, Médicos Sem Fronteiras, Human Rights Watch, Oxfam, Banco Mundial e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Foi jurada do concurso World Press Photo em duas ocasiões e participou de comitês de seleção e projetos na área de educação da mesma fundação.

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