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alexandre sperandéo fenerich
alexandre fenerich
memórias de viagens por caminhos de ferro O trabalho Memórias de Viagens por Caminhos de Ferro é um espetáculo musical e audiovisual - resultado da minha residência no labMis de janeiro a março de... ver mais O trabalho Memórias de Viagens por Caminhos de Ferro é um espetáculo musical e audiovisual - resultado da minha residência no labMis de janeiro a março de 2009 - que parte da representação da experiência do viajante em um trem, de modo a conduzir o espectador/viajante de um ambiente naturalista para uma situação mais livre desta representação primeira. É como se, do ambiente imersivo da viagem de início, emergissem, a partir dos elementos sonoros e visuais naturalistas, formas musicais, rítmicas e áudio-visuais que se configurariam como fluxos autônomos de som e de imagem, com uma dramaturgia e um percurso próprios. O espetáculo conta com três projeções de imagem, posicionadas, duas nas paredes laterais do auditório do MIS, e uma na tela frontal - além de projeção sonora em cinco canais. Tanto as imagens quanto os sons foram captados a partir de sucessivas viagens de trem no trajeto Luz-Francisco Morato, em São Paulo, em que os captadores de som e de imagem (Alexandre Fenerich, Rebeca Rasel, Paulo Meira, Giuliano Obici e José Augusto Mannis) atuavam como viajantes, misturando-se mesmo aos demais passageiros. O trabalho resultou, portanto, em um cinema-documentário cujo tema é a própria experiência da viagem, partilhada como imagens e sons – à maneira do cinema de Dziga Vertov. O espectador é colocado como olhar participante dos trajetos em uma situação imersiva, com imagens laterais e frontais, além de um som que preenche todo o espaço do auditório. O espetáculo conta ainda com quatro performers: três músicos (violoncelo, saxofone e eletrônica) e um VJ. Ao longo do espetáculo sua participação segue na direção de uma desconstrução da estrutura naturalista e documental para a de uma situação “musical”, em que os sons e as imagens ferroviárias se misturam aos sons instrumentais de modo a esfacelar a narrativa inicial. É como se os performers participassem da situação da viagem, representada no próprio espetáculo, e tomassem para si o trajeto das imagens e dos sons. O espetáculo deve durar 40 minutos, sendo que os 13 iniciais são um filme contínuo sem a participação dos performers, os 20 seguintes com uma fragmentação do material em loops e participação dos performers, e os 7 finais com uma retomada de um filme contínuo e com a participação dos performers.       O trabalho da residência consistiu na captação das imagens e de sons e na sua edição e preparação. Contou ainda com a configuração das interfaces de vídeo ao vivo e de sincronização entre os dois computadores.     Equipe de trabalho: Concepção, direção, captação de sons e de imagens, montagem de imagens, edição de som e música: Alexandre Fenerich Captação de imagens, fotos, montagem e edição de imagens: Rebeca Rasel Configuração de interface de vídeo em PD e captação de sons e imagens: Giuliano Obici Captação de imagens: Paulo Meira; Alexandre Porres Captação de som: José Augusto Mannis Orientação de Luiz Duva e José Augusto Mannis Técnico de estúdio e de vídeo: Victor Hugo Produção: Alexandre Fenerich e Elizabeth Pereira Barboza Realização: MIS Apoio: CPTM... << música eletroacústica  cinema  documentário  imagens em tempo real  27/05/2009 03:56 0
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Realização

  • Museu da Imagem e do Som
  • Governo do Estado de São Paulo