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memórias de viagens por caminhos de ferro

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Post enviado por alexandre fenerich em 27/05/09 - 03h56m


O trabalho Memórias de Viagens por Caminhos de Ferro é um
espetáculo musical e audiovisual - resultado da minha residência no labMis de janeiro a março de 2009 - que parte da representação da
experiência do viajante em um trem, de modo a conduzir o
espectador/viajante de um ambiente naturalista para uma situação mais
livre desta representação primeira. É como se, do ambiente imersivo da
viagem de início, emergissem, a partir dos elementos sonoros e visuais
naturalistas, formas musicais, rítmicas e áudio-visuais que se
configurariam como fluxos autônomos de som e de imagem, com uma
dramaturgia e um percurso próprios.
O espetáculo conta com três projeções de imagem, posicionadas,
duas nas paredes laterais do auditório do MIS, e uma na tela frontal -
além de projeção sonora em cinco canais. Tanto as imagens quanto os
sons foram captados a partir de sucessivas viagens de trem no trajeto
Luz-Francisco Morato, em São Paulo, em que os captadores de som e de
imagem (Alexandre Fenerich, Rebeca Rasel, Paulo Meira, Giuliano Obici
e José Augusto Mannis) atuavam como viajantes, misturando-se mesmo
aos demais passageiros. O trabalho resultou, portanto, em um cinema-documentário
cujo tema é a própria experiência da viagem, partilhada
como imagens e sons – à maneira do cinema de Dziga Vertov. O
espectador é colocado como olhar participante dos trajetos em uma
situação imersiva, com imagens laterais e frontais, além de um som que
preenche todo o espaço do auditório.
O espetáculo conta ainda com quatro performers: três músicos
(violoncelo, saxofone e eletrônica) e um VJ. Ao longo do espetáculo sua
participação segue na direção de uma desconstrução da estrutura
naturalista e documental para a de uma situação “musical”, em que os
sons e as imagens ferroviárias se misturam aos sons instrumentais de
modo a esfacelar a narrativa inicial. É como se os performers
participassem da situação da viagem, representada no próprio
espetáculo, e tomassem para si o trajeto das imagens e dos sons.
O espetáculo deve durar 40 minutos, sendo que os 13 iniciais são
um filme contínuo sem a participação dos performers, os 20 seguintes
com uma fragmentação do material em loops e participação dos
performers, e os 7 finais com uma retomada de um filme contínuo e
com a participação dos performers.

 

 

 

O trabalho da residência consistiu na captação das imagens e de
sons e na sua edição e preparação. Contou ainda com a configuração
das interfaces de vídeo ao vivo e de sincronização entre os dois
computadores.

 

 

Equipe de trabalho:
Concepção, direção, captação de sons e de imagens, montagem
de imagens, edição de som e música: Alexandre Fenerich
Captação de imagens, fotos, montagem e edição de imagens:
Rebeca Rasel
Configuração de interface de vídeo em PD e captação de sons e
imagens: Giuliano Obici
Captação de imagens: Paulo Meira; Alexandre Porres
Captação de som: José Augusto Mannis
Orientação de Luiz Duva e José Augusto Mannis
Técnico de estúdio e de vídeo: Victor Hugo
Produção: Alexandre Fenerich e Elizabeth Pereira Barboza

Realização: MIS

Apoio: CPTM

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