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[CURSO MIS ]

A história do cinema de horror negro

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Os filmes de terror sempre contaram histórias de monstros e suas vítimas, de vilões e aqueles a quem tentam subjugar, de opressores e oprimidos. É, portanto, um gênero que toca na empatia da plateia que torce – e sofre, teme, apavora-se e suspira em alívio – pelos personagens em perigo, vulneráveis e perseguidos. Nesse sentido, nos filmes de terror, personagens negros – afrodescendentes ou afro-americanos, no caso da produção dos Estados Unidos – têm uma trajetória em que sua presença em cena sempre chama a atenção; nem sempre de maneira digna, mas invariavelmente notável. 

Neste curso em três módulos, será abordada a presença de pessoas negras em filmes de horror produzidos nos Estados Unidos (e, eventualmente, Inglaterra) desde as primeiras décadas até o cenário contemporâneo, pontuando a significativa transformação de personagens estereotipados e caricatos (como as comédias das décadas de 1940, com Mantan Moreland e Willie Best), aos filmes “com negros” (nos quais há pessoas negras em cena, mas sem se aprofundar em sua cultura e seus valores) e filmes “de negros” – quando finalmente o protagonismo se fez relevante e temas como racismo passaram a ser abordados, tendo pessoas pretas em papéis centrais, e não apenas como vítima, coadjuvantes ou figurantes. 

O panorama destacará obras-primas do horror como “A noite dos mortos-vivos” (1968), primeiro filme do gênero com um ator negro encabeçando o elenco, e os monstros clássicos reimaginados como ícones black, no movimento Blaxploitation da década de 1970. A produção comercial (e autoral) dos últimos dez anos também terá destaque, quando obras de enorme impacto como “Corra!” e “Nós”, de Jordan Peele, propuseram uma reavaliação do papel de afrodescendentes na sociedade e no próprio cinema, ao mesmo tempo que diretoras, na condição de mulheres pretas, trouxeram novas visões para o gênero. Uma tardia – mas muito bem-vinda – normalização da presença na tela de pessoas negras, sejam elas simpáticas, queridas ou monstruosas, mas sempre essencialmente e dignamente negras. 

As aulas serão ministradas por Carlos Primati e Queops Negronski, com participação de Tati Regis em algumas aulas. Primati é pesquisador de cinema fantástico em todas suas vertentes; Queops e Tati desenvolvem conteúdo relacionado a filmes e séries de terror, destacando o protagonismo negro. 

  • Módulo I: Dos primórdios ao Blaxploitation — 1920-1970add

    Aula 1 | Black Hollywood: estereótipos e exotismo 

    • A representação do negro nos primórdios do cinema hollywoodiano 

    • Oscar Micheaux: o cineasta negro que foi a resposta a D.W. Griffith 

    • Religiosidade afro e o filme de horror: do cristianismo ao voodoo 

    • Cinema feito na raça: as primeiras produções independentes de horror 

    Aula 2 | Monstruosidade e alívio cômico 

    • O negro como monstro: Noble Johnson e outros atores coadjuvantes 

    • Misticismo e medo dos mortos-vivos: Carrefour e o cinema de zumbis 

    • Mantan Moreland e Willie Best: o estereótipo do “crioulo medroso” 

    • Spider Baby: o fim de uma era em tempos de luta pelos direitos civis 

    Aula 3 | Rebeldia, revolução e reinvenção 

    • A noite dos mortos-vivos: Ben, o novo herói trágico afro-americano 

    • Ganja & Hess: vampirismo, vício, sexo e suicídio num cult obscuro 

    • Sweet Sweetback’s Baadasssss Song: a revolução do cinema black 

    • O movimento L.A. Rebellion e o controverso Jamaa Fanaka 

    Aula 4 | Os monstros canônicos em versão “black” 

    • Blacula, o vampiro negro: a herança maldita do escravagista Drácula 

    • Blackenstein: revisitando o laboratório e reinventando o monstro 

    • Monstro sem alma: a versão racial de “O médico e o monstro” 

    • A vingança dos mortos: zumbi haitiano e os mortos-vivos de Sugar Hill 

  • Módulo II: Do Blaxploitation aos astros de ação — 1970-1990 add

    Aula 1 | Religiosidade afro e horrores urbanos 

    • Abby: a mulher selvagem na versão Blaxploitation de “O exorcista” 

    • “Lord Shango”: o trágico conflito entre culturas religiosas opostas 

    • “The Zebra Killer”: terror brutal inspirado em crimes raciais reais 

    • “Despertar dos mortos”: o pós-apocalipse dos mortos-vivos 

    Aula 2 | O poder da cultura negra no horror “pop” 

    • Thriller: o revolucionário cult de horror musical de Michael Jackson 

    • Grace Jones e representação sedutora da mulher negra e vampira 

    • A negritude de Wes Craven: A maldição dos mortos-vivos e outros 

    • Personagens negros em filmes “slasher” e outros subgêneros 

    Aula 3 | Uma nova geração de astros negros no horror 

    • A noite dos mortos-vivos: uma nova roupagem para o clássico 

    • O mistério de Candyman: Tony Todd e o bicho-papão dos guetos 

    • Def by Temptation: o cult de horror sobrenatural de James Bond III 

    • Blade: Wesley Snipes e outros vilões e anti-heróis negros 

    Aula 4 | Horror negro dos independentes às superproduções 

    • Os demônios da noite: a representatividade de Ernest R. Dickerson 

    • Eddie Murphy e Angela Bassett: os novos vampiros negros sedutores 

    • Personagens negros no novo “slasher”: autoconsciência e mea culpa 

    • Denzel Washington, Morgan Freeman, Will Smith e outros superastros 

  • Módulo III: Levante negro e o cenário atual — 2000-2020 add

    Aula 1 | Ressignificando o protagonismo negro no horror 

    • O humor politicamente incorreto dos irmãos Wayans em Scary Movie 

    • A rainha dos condenados: o trágico legado da estrela Aaliyah 

    • A diversidade racial na nova versão do clássico Dawn of the Dead 

    • Liderança social, revolta e luta de classes em Land of the Dead 

    Aula 2 | A cultura dos guetos levada ao cinema comercial 

    • Os rappers do horror: Snoopy Dogg, Ice-T, Ice Cube, LL Cool J etc. 

    • Tales from the Hood: o novo horror racial produzido por Spike Lee 

    • As antologias de horror urbano ambientadas em comunidades negras 

    • Monstros se escreve com “z”: Vampz, Zombiez, Cryptz, Wolvz e outros 

    Aula 3 | Protagonismo negro no horror contemporâneo 

    • Corra!, Nós e Não! Não Olhe!: horror social e racial de Jordan Peele 

    • A lenda de Candyman: revisitando e reimaginando um clássico 

    • Os monstros da gentrificação em Vampiros x the Bronx e Black As Night 

    • Orgulho e resistência: a beleza do corpo negro em Bad Hair e outros 

    Aula 4 | O horror negro chega a todas as plataformas 

    • As novas séries de televisão de horror com protagonismo negro 

    • Lovecraft Country, Them, Z Nation, Archive 81 e outras séries 

    • Jordan Peele apresenta a nova versão do clássico The Twilight Zone 

    • Welcome to Blumhouse e outras antologias raciais de horror 

  • Sobre o professor Carlos Primatiadd

    Carlos Primati é jornalista, crítico, tradutor e pesquisador, especializado no gênero fantástico, inclusive a cena brasileira do horror e fantasia, desde Zé do Caixão e Ivan Cardoso até a produção contemporânea. Desenvolve pesquisa para cursos de cinema fantástico em geral, abordando cineastas como Alfred Hitchcock e temas como expressionismo alemão, A história do cinema de Horror, ficção científica da década de 1950, horror no cinema brasileiro, horror na Nova Hollywood, apocalipse zumbi e vampiros no cinema. Escreve artigos para diversos livros e catálogos de mostras, abordando realizadores como Alfred Hitchcock, George A. Romero, Terry Gilliam, Tim Burton e José Mojica Marins. Ministrou, em parceria com Queops Negronski, o curso “O cinema Blaxploitation de horror” na mostra Crash, de Goiânia, em 2020. 

  • Sobre o professor Queops Negronskiadd

    Queops Negronski é recifense, entusiasta e estudioso do cinema fantástico e produtor de conteúdo de horror. Escreveu para os livros “O melhor do terror dos anos 80” e “O melhor do terror dos anos 90”, da editora Skript. Foi curador da Mostra Fantástico Black Power do 11° Cinefantasy, da Mostra Olhar Periférico e do Medonho; fez parte do júri do Festival Boca do Inferno em duas edições e ministrou junto com Carlos Primati o curso “O cinema Blaxploitation de horror” na 12ª Crash, a Mostra Internacional de Cinema Fantástico de Goiânia. Fez parte do núcleo de criação de Suplicium, série de TV pernambucana em formato de antologia de horror. Publica textos no blog 365 Filmes de Horror e faz parte dos Ovelhas Negras, coletivo formado por afrodescendentes com foco em música, literatura, audiovisual e cultura pop. 

  • Sobre a professora Tati Regisadd

    Tati Regis é recifense, professora de artes visuais, entusiasta do gênero horror, tema que pesquisa e estuda avidamente. Produz conteúdo sobre o tema, com atenção nas questões de gênero e raça. Escreve para os blogs Horrorizadas e 365 Filmes de Horror com textos sobre Blaxploitation e do cinema negro mais recente, como Candyman, Nope e outros. Faz parte do coletivo Ovelhas Negras e participou com artigos do livro “O melhor do terror dos anos 90”, onde escreveu sobre Candyman e Contos macabros. Participou dos podcasts Isso Não é um filme, onde debateu Ganja & hess; República do medo, falando sobre Lovecraft country e Toca o terror, sobre representatividade negra. Foi curadora da Mostra Horror e jurada da mostra Mulheres Fantásticas do Cinefantasy, e jurada do Festival Boca do Inferno, ambos de São Paulo. 

  • Condições dos cursos MISadd

    → Aulas gravadas
    As aulas acontecem on-line, ao vivo (pelo Zoom), e a gravação pode ser acessada por até uma semana após o último encontro, mediante solicitação. Para receber o certificado de conclusão, é necessário estar presente em 75% das aulas ministradas.

    → Cancelamento do curso ou mudança de datas
    Se o número mínimo de inscritos não for alcançado ou por motivos de caso fortuito ou força maior, o curso poderá ser cancelado ou ter datas e horários alterados. Nesse caso, a equipe MIS entrará em contato com todos os inscritos (por e-mail) para passar as informações necessárias.

    → Problemas técnicos
    Caso ocorra algum problema técnico que impeça a realização da aula, entraremos em contato com os alunos por e-mail informando a providência que será tomada em conjunto com o professor e a equipe do MIS.

    → Cancelamento de matrícula
    Para cancelar sua matrícula e pedir reembolso do valor pago, envie um e-mail com sua solicitação no prazo máximo de até sete dias após a compra. Caso a realização desta compra tenha acontecido em tempo inferior a sete dias do início do curso, o cancelamento fica limitado a 48 horas antes do início do curso
    Se o cancelamento da matrícula for efetuado após os prazos acima indicados, não haverá devolução do valor pago, mas o participante poderá indicar outra pessoa para sua vaga, que gozará dos 100% já pagos.
    Cursos ofertados como combo não concedem o direito de reembolso por módulos após o início do primeiro módulo, já que, após a venda, ela se torna indisponível, impossibilitando que outro interessado faça a compra.

    → Certificado
    Para receber o certificado de participação, é necessário assistir a 75% das aulas ministradas. O certificado será enviado no prazo de até 10 dias úteis para o -email cadastrado no ato da matrícula.

    → Desconto para pessoas a partir de 60 anos
    A pessoa que irá fazer o curso deve ter 60 anos ou mais para ter direito ao desconto de 50% no valor, independentemente da idade da pessoa que adquiriu o curso, caso não seja o próprio aluno que tenha adquirido e feito o pagamento.

    → 10% de desconto após a 1ª compra (cupom MIS10OFF)

    → 30% de desconto na compra do 6º curso. Cursos comprados a partir de junho de 2021 (enviar e-mail para cursos@mis-sp.org.br)

    → Gratuidade na compra do 11º curso. Cursos comprados a partir de junho de 2021

    → 50% de desconto para professores da rede pública de ensino do Estado de São Paulo (enviar e-mail para cursos@mis-sp.org.br com cópia do holerite atual mais documento de identidade. Limitado a 5 vagas por curso)

    Para eventuais dúvidas, escreva para: cursos@mis-sp.org.br

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