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1932: Revolução, Constituição e Cidadania – A força de um ideal

Há 90 anos, São Paulo vivia um dos momentos mais emblemáticos da sua história: a Revolução Constitucionalista de 1932. Considerado o primeiro grande levante contra o Governo de Getúlio Vargas e o último conflito armado de grandes proporções em território brasileiro, o momento histórico é o tema da exposição “1932: Revolução, Constituição e Cidadania – A força de um ideal”.

A exposição foi desenhada e concebida para ser imersiva e contemplativa, com peças e cenários recriados a partir de pesquisas e fotos, que ilustram de forma didática o panorama brasileiro e mundial na década de 30, ao transportar o visitante para os 90 dias da revolução.

Além de conferir itens históricos originais, fotografias, instalações e textos que elucidam questões da época, o visitante tem a oportunidade de vivenciar tudo o que ocasionou o conflito até seus desdobramentos históricos, tecnológicos e políticos gerados pelo movimento Constitucionalista – o objetivo da exposição é tornar o assunto mais acessível para o público.

Relembra a morte dos 4 estudantes conhecidos como “MMDC”, cita a alternância da “Política do Café com Leite”, passa pela modernização das indústrias paulistas, realça a influência do rádio como meio de comunicação e informações do front, dá um vislumbre do que eram as trincheiras e seus “aparatos” bélicos, assombra o visitante com o “Fantasma da Morte”, o trem blindado, – terror das tropas getulistas estrategicamente posicionado na entrada do “Túnel da Mantiqueira”, explica de forma lúdica algumas batalhas e movimentação de tropas num mapa de guerra tipo arcade interativo e termina com a “Proeza Paulista”, ato de ousadia cometido por pilotos paulistas que ao sobrevoarem o Rio de Janeiro, ao invés de bombardearem a capital, despejaram folhetos explicando aos cariocas o movimento Constitucionalista.

A mostra ocupa parte do espaço expositivo do 2º andar do MIS, ao lado da exposição “Cem anos modernos”. A museologia é de Beatriz Cruz e a arquitetura de Icaro Hueza.

Revolução de 1932
A revolta teve início em 9 de julho e é considerada o maior conflito bélico da história brasileira do século 20. Foram mais de 100 mil homens combatendo – estima-se que o Exército Federal teve cerca de 55 mil homens nas frentes de batalha; os constitucionalistas, aproximadamente 30 mil soldados – dos quais 10 mil eram voluntários –, e mais de 30 mil das forças policiais do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

A guerra acabou ficando restrita fundamentalmente a São Paulo: o apoio sinalizado por Flores da Cunha, interventor no Rio Grande do Sul, não ocorreu, e as oposições estaduais também não tiveram força militar para criar outros focos de rebelião, mesmo onde havia apoio popular, como no Pará, Rio Grande do Norte e Piauí.

Rapidamente, São Paulo foi cercada por tropas federais e, após 87 dias de combate, os paulistas se renderam no dia 4 de outubro de 1932. Na época, foram registrados 934 mortos – hoje, acredita-se que ao menos 2.200 pessoas tenham falecido durante o conflito. Atualmente, o Obelisco do Ibirapuera abriga os restos mortais dos mártires da Revolução de 1932. Para o Diretor-Geral do MIS Marcos Mendonça São Paulo foi derrotada nas armas, mas foi vitoriosa em seus ideais, já que em 1933 tivemos eleições para a Constituinte e em 1934 uma nos Constituição.

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