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Mostra África em Estado de Cinema 

Data

13, 14, 15, 20, 21 e 22 de março

Horário

Horário variados

Ingresso

R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia-entrada). Algumas sessões serão gratuitas.*

Local

Auditório MIS e Auditório LABMIS

Classificação

De acordo com cada filme

A mostra África em Estado de Cinema propõe um mergulho profundo na diversidade estética, cultural e política do cinema africano, reunindo obras clássicas e contemporâneas de diferentes regiões do continente. A programação apresenta narrativas que atravessam memória, identidade, resistência, amor, tradição e transformação social, revelando múltiplas Áfricas em constante movimento.   

Realizada em parceria com a Cinemateca da África e o Instituto Francês, a mostra busca ampliar o olhar do público brasileiro sobre cinematografias historicamente pouco exibidas ao público, valorizando vozes, línguas e histórias que expandem as fronteiras do cinema mundial. Entre dramas, musicais, épicos históricos e documentários, África em Estado de Cinema convida o espectador a escutar, sentir e imaginar o continente africano a partir de suas próprias imagens — um cinema vivo, urgente e profundamente humano.  

Realizada no mês de março, a mostra também evidencia a força das mulheres no cinema africano, tanto diante quanto atrás das câmeras. A programação reúne obras dirigidas por cineastas como Aicha Macky, Cyrielle Raingou, Adila Bendimerad, Maggie Kamal e Marguerite Abouet, além de narrativas centradas em personagens femininas potentes e complexas, como em “A pequena vendedora de sol”, “A última rainha” e “Aya”. Ao destacar trajetórias de resistência, autonomia e transformação, África em Estado de Cinema reafirma o protagonismo feminino nas múltiplas cinematografias do continente, ampliando o debate sobre gênero, representação e memória no audiovisual contemporâneo.  

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

13.03, sexta

15h20 | Sessão especial gratuita com dois filmes | Auditório LABMIS

Garibou  
(Garibou, dir. Seydou Cissé, drama, 2023, Mali, 20 min, livre)  

Ambientado em Bamako, o filme acompanha a trajetória de um jovem que vive e enfrenta dificuldades econômicas e familiares enquanto tenta encontrar seu lugar no mundo. Entre precariedade, amizade e sonhos de mudança, a narrativa constrói um retrato sensível da juventude urbana malinense e das tensões entre sobrevivência e esperança. A obra se destaca pelo olhar intimista e pela valorização do cotidiano em Mali, reforçando a presença do cinema malinense contemporâneo no circuito de festivais africanos e internacionais.  

Azumah: o herói ganês  

(Azumah: The Ghanaian Hero, dir. Frank Fiifi Gharbin, documentário, 2016, Gana, 25 min, livre)   

O filme retrata a vida e a carreira de Azumah Nelson, ícone do boxe ganês, revisitando sua ascensão desde origens humildes até se tornar campeão mundial. Por meio de depoimentos e imagens de arquivo, a obra destaca sua disciplina, perseverança e o impacto de suas conquistas para o orgulho nacional de Gana. Conhecido como “The Professor”, Azumah Nelson tornou-se um dos maiores nomes do boxe africano, e o curta celebra seu legado como símbolo esportivo e referência para jovens atletas no continente.  

16h45 | Sessão especial com dois filmes | Auditório LABMIS

Flor de rosa   
(Henet Ward, dir. Morad Mostafa, drama, 2020, Egito, 17 min, 12 anos)

Ambientado em um bairro popular do Cairo, o curta-metragem acompanha Halima, uma mulher sudanesa que trabalha como cuidadora e vive em condição de vulnerabilidade social. Ao longo de um dia aparentemente comum, tensões raciais, econômicas e afetivas emergem, revelando a precariedade e os desafios enfrentados por migrantes africanos no Egito contemporâneo. 

Keteke  

(Keteke, dir. Peter Sedufia, drama/comédia, 2017, Gana, 95 min, livre)  

Uma mulher grávida entra em trabalho de parto enquanto seu marido tenta levá-la de uma aldeia remota até a cidade utilizando o “keteke” — um antigo trem local. A jornada se transforma numa corrida contra o tempo, cheia de encontros, obstáculos e solidariedade. Com humor e ternura, o filme revela o cotidiano, as dificuldades e a humanidade da vida rural ganesa.  

19h | Sessão especial com dois filmes | Auditório LABMIS

Microônibus   
(Microbus, dir. Maggie Kamal, documentário, 2018, Egito, 8 min, 14 anos)  

Dentro de um microônibus no Cairo, passageiros comuns conversam sobre política, religião e o cotidiano egípcio, revelando tensões e expectativas da sociedade contemporânea. Em poucos minutos, o filme transforma o transporte público em um retrato direto e espontâneo do debate social no país.


Aya  
(Aya de Yopougon, dir. Marguerite Abouet e Clément Oubrerie, animação/comédia/drama, 2013, Costa do Marfim/França, 84 min, livre)  

Ambientado nos anos 1970 no bairro popular de Yopougon, em Abidjan, o filme acompanha a jovem Aya e suas amigas em meio a romances, conflitos familiares e sonhos de independência. Enquanto suas colegas se envolvem em paixões turbulentas, Aya busca seguir os estudos e construir um futuro diferente, revelando com leveza e humor o cotidiano da juventude marfinense em um período de efervescência cultural. 

14.03, sábado

14h20 | Auditório MIS

Você morrerá aos 20   
(Tu mourras à 20 ans, dir. Amjad Abu Alala, drama, 2019, Sudão, 92 min, 14 anos)  

O filme acompanha a vida de Hassan, um jovem que, ao nascer, recebe de um líder religioso a profecia de que morrerá aos vinte anos. Crescendo sob essa sombra, Hassan enfrenta dilemas de fé, tradição e liberdade, questionando os limites impostos pela comunidade e tentando encontrar seu próprio caminho em meio à opressão e aos costumes rigorosos do Sudão rural.  

16h20 | Sessão especial com dois filmes | Auditório MIS

O retorno de um aventureiro  
(Le Retour d’un aventurier, dir. Moustapha Alassane, comédia/faroeste, 1966, Níger, 34 min, livre)  

Após retornar de uma viagem aos Estados Unidos, um jovem leva para sua aldeia no Níger fantasias e ideias inspiradas nos filmes de faroeste. Vestidos como cowboys, ele e seus amigos passam a imitar o comportamento dos heróis do cinema americano, provocando situações cômicas e conflitos com a comunidade. 


O mandato   
(Mandabi, dir. Ousmane Sembène, drama, 1968, Senegal, 84 min, livre)  
O filme acompanha Ibrahima Dieng, um homem pobre que recebe um mandato postal de um parente na França. Ao tentar sacar o dinheiro, ele enfrenta burocracia, corrupção e absurdos da administração local, refletindo sobre as desigualdades sociais e os desafios do cotidiano senegalês.  

18h20 | Sessão especial | Auditório MIS

A última rainha   
(El Akhira – La Dernière Reine, dir. Adila Bendimerad e Damien Ounouri, drama histórico, 2022, Argélia/França/Taiwan/Arábia Saudita, 110 min, 14 anos)  

Ambientada na Argélia do século 16, a superprodução retrata a figura histórica da rainha Zaphira, que enfrenta a expansão do Império Otomano após o assassinato de seu marido, o rei Salim Toumi. Em meio a disputas de poder, alianças frágeis e traições, a narrativa acompanha a resistência da soberana diante da dominação estrangeira, explorando temas como liderança feminina, soberania e identidade nacional.   

15.03, domingo

13h45 | Sessão especial gratuita | Auditório LABMIS

A misericórdia da selva   

(La Miséricorde de la jungle, dir. Joël Karekezi, drama/guerra, 2018, Ruanda/Bélgica/França, 91 min, 14 anos)   

Ambientado durante a Segunda Guerra do Congo, o filme acompanha dois soldados ruandeses, Xavier e Faustin, que se perdem na densa floresta congolesa após um ataque inesperado. Enquanto tentam sobreviver em território hostil, eles enfrentam fome, medo, tensão psicológica e dilemas morais que colocam à prova sua humanidade. A narrativa combina drama de guerra e reflexão existencial, explorando os impactos do conflito sobre o indivíduo. 
 

15h45 | Sessão especial gratuita com 2 filmes | Auditório LABMIS

A pequena vendedora de sol   

(La Petite vendeuse de soleil, dir. Djibril Diop Mambéty, drama, 1999, Senegal/França/Suíça, 45 min, livre)   

Nas ruas movimentadas de Dakar, uma jovem garota com deficiência física decide vender jornais para ajudar a família, desafiando as expectativas e o preconceito ao seu redor. Determinada e resiliente, ela enfrenta dificuldades sociais e econômicas com coragem e dignidade, transformando sua jornada cotidiana em um gesto de afirmação e esperança.

 
Nha Fala 

(Nha Fala, dir. Flora Gomes, comédia musical/drama, 2002, Guiné-Bissau/França/Luxemburgo, 90 min, 12 anos) 

Entre a tradição e o desejo de liberdade, uma jovem africana deixa seu país para estudar na Europa, carregando consigo uma antiga crença familiar: mulheres de sua linhagem não podem cantar, sob pena de morte. Longe de casa, ela descobre sua voz e seu talento musical, mas passa a viver o dilema entre honrar suas raízes e afirmar sua própria identidade. Com leveza, humor e música, o filme transforma essa jornada em uma reflexão sensível sobre tradição, emancipação feminina e o poder libertador da arte.

20.03, sexta

14h30 | Sessão especial gratuita com 2 filmes | Auditório MIS

Mouna ou o sonho de um artista  
(Mouna ou le rêve d’un artiste, dir. Djibril Diop Mambéty, drama, 1969, Senegal, 55 min, livre)   

O filme acompanha Mouna, um jovem artista que vive à margem da sociedade em Dakar e sonha com reconhecimento e liberdade criativa. Em meio à pobreza e à indiferença social, ele vaga pela cidade buscando afirmar sua identidade artística, revelando as tensões entre tradição, modernidade e exclusão social no Senegal pós-independência. 

Wazzo – Polígamo   

(Le Wazzou polygame, dir. Oumarou Ganda, drama, 1971, Níger, 50 min, 14 anos)   

Em uma comunidade tradicional do Níger, um homem decide tomar uma segunda esposa, desencadeando tensões profundas dentro da família e da aldeia. A narrativa acompanha especialmente o ponto de vista da primeira esposa, revelando conflitos emocionais, desigualdades de gênero e as consequências sociais da poligamia. Com abordagem crítica, o filme questiona práticas culturais arraigadas e expõe o impacto dessas estruturas sobre as mulheres. 

17h | Auditório MIS

Njangaan  
(Njangaan, dir. Mahama Johnson Traoré, drama, 1974, Senegal, 90 min, livre)   

Ambientada no Senegal pós-independência, a obra mergulha na realidade das escolas corânicas tradicionais, acompanhando o cotidiano dos jovens estudantes conhecidos como njangaan. A narrativa revela as dificuldades enfrentadas por essas crianças, expondo tensões entre tradição religiosa, autoridade e direitos infantis, ao mesmo tempo em que questiona práticas de exploração e desigualdade social.  

19h |  Auditório MIS

A vida é bela  
(La Vie est belle, dir. Mwezé Ngangura e Benoît Lamy, comédia/drama/musical, 1987, Zaire/Bélgica, 80 min, livre)   

Em meio à vibrante cena musical de Kinshasa, um jovem cantor talentoso tenta conquistar reconhecimento artístico e sucesso enquanto enfrenta obstáculos sociais e afetivos. Entre amores, desilusões e ambições, a história combina humor e música para retratar os sonhos e desafios da juventude urbana no então Zaire, celebrando a energia cultural e a força da rumba congolesa.    

21.03, sábado

14h20 | Sessão especial gratuita | Auditório LABMIS

O espectro do Boko Haram   
(Le Spectre de Boko Haram, dir. Cyrielle Raingou, documentário, 2023, Camarões/França, 83 min, 14 anos)   

O documentário acompanha crianças e adolescentes no extremo norte de Camarões, região marcada pela violência do grupo extremista Boko Haram. Em vez de focar diretamente nos combates, o filme observa o cotidiano dessas crianças, revelando como o medo, o deslocamento e a instabilidade moldam suas vidas, seus silêncios e seus sonhos. A obra constrói um retrato sensível sobre trauma, resiliência e infância em contexto de conflito. 

16h20 | Auditório LABMIS

O cemitério do cinema   
(Le Cimetière du cinéma, dir. Thierno Souleymane Diallo, documentário, 2023, Guiné/França/Senegal/Arábia Saudita, 93 min, 12 anos)  

Movido pelo desejo de resgatar a memória do cinema guineense, o diretor Thierno Souleymane Diallo parte em uma jornada pessoal para investigar o desaparecimento do primeiro longa-metragem produzido na Guiné pós-independência. Entre arquivos perdidos, salas de cinema abandonadas e encontros com antigos profissionais do setor, a obra reflete sobre esquecimento, identidade cultural e a importância da preservação audiovisual na África.

 

18h20 | Sessão especial com dois filmes | Auditório LABMIS

Mangata  

(Mangata, dir. Maja Costa, drama, 2023, Senegal/França/Itália, 15 min, livre)  

A narrativa acompanha um jovem em busca de pertencimento e identidade, transitando entre memórias, espiritualidade e realidade urbana contemporânea. Com atmosfera sensorial e simbólica, o curta explora o sentimento de deslocamento e a tentativa de reconexão consigo mesmo.  

Soula  
(Soula, dir. Salah Issaad, drama, 2021, Argélia/França, 92 min, 14 anos)  

Após dar à luz fora do casamento, Soula é expulsa de casa pelo próprio pai e se vê sozinha com o bebê. Vagando pelas ruas e enfrentando rejeição, ela precisa decidir entre fugir de sua realidade ou lutar por autonomia. O filme acompanha sua jornada íntima de sobrevivência, dignidade e busca por pertencimento. 

22.03, domingo

14h20 | Sessão especial gratuita | Auditório LABMIS

Casablanca em chamas   
(Burning Casablanca, dir. Nabil Ayouch, drama, 2023, França/Marrocos/Argélia, 126 min, 14 anos)  

O filme se passa em 1993 e acompanha Kamal, um jovem marroquino que vive nos bairros populares de Casablanca e encontra na música e no caos político da época uma forma de expressar sua dor e esperança. Em meio à repressão, aos confrontos e às tensões sociais, o protagonista busca sentido e identidade em uma cidade à beira de mudanças intensas. A narrativa aborda a luta dos moradores contra injustiças e a violência urbana. 

16h45 | Auditório LABMIS

Baile animado  
(Bal poussière, dir. Henri Duparc, comédia, 1989, Costa do Marfim, 90 min, 12 anos)  

Em uma pequena vila da Costa do Marfim, um rico plantador decide tomar uma sexta esposa, provocando ciúmes, disputas e situações cômicas dentro da família poligâmica. Com humor afiado e tom satírico, a narrativa expõe contradições sociais, relações de poder e costumes tradicionais, oferecendo um retrato crítico e divertido da sociedade marfinense.  

18h45 | Auditório LABMIS

 Tilaï – Questão de honra  

(Tilaï, dir. Idrissa Ouédraogo, drama, 1990, Burkina Faso, 81 min, 12 anos)  

“Tilaï – Questão de honra”, dirigido por Idrissa Ouédraogo, é um drama do Burkina Faso que retrata conflitos familiares e tradições em uma aldeia africana. A história acompanha Saga, um jovem que se apaixona por Fanta, mas enfrenta proibições tradicionais e tensões familiares. Quando Saga desafia as normas ao se envolver romanticamente com Fanta, um crime de honra é cometido, e a comunidade se vê dividida entre lealdade familiar e justiça.