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Gêmeos – Mórbida semelhança

CineCiência

Data

18.03

Horário

Lançamento do livro: 17h  

Sessão: 19h

Ingresso

Gratuito (retirada com uma hora de antecedência na bilheteria física do MIS) 

Local

Auditório LABMIS (64 lugares)

Classificação

18 anos

CineCiência  começa a temporada 2026 em novo dia e horário! Agora às quartas, a partir das 19h, o programa realiza sua primeira edição do ano em parceria com a Versátil Home Video, exibindo o filme “Gêmeos – Mórbida semelhança”. O thriller de 1988, dirigido por David Cronenberg, conta a história de dois gêmeos idênticos que dividem desde namoradas até o próprio consultório. Após a exibição, será realizado um debate com a escritora Jane de Almeida e mediação de José Luiz Goldfarb, coordenador do CineCiência. 

Especialmente nesta edição, antes da exibição do filme, às 17h, será realizado o lançamento do livro “A câmera curiosa: cinema científico, ciência no audiovisual”, com a presença dos autores Alfredo Suppia, Cícero Inácio da Silva e Jane de Almeida. 

Sobre o filme 
Gêmeos – Mórbida semelhança 
(Dead Ringers, dir. David Cronenberg, drama/terror, 1988, Canadá/Estados Unidos, 111 min, 18 anos) 

Dois gêmeos idênticos compartilham tudo na vida, desde namoradas até a clínica em que trabalham como ginecologistas. Tudo vai bem até o dia em que o mais tímido deles se apaixona por uma paciente. Dirigido cirurgicamente por Cronenberg, “Gêmeos – Mórbida semelhança” é relembrado por sua sofisticação estética e profundidade psicológica ímpares e considerado um dos filmes seminais da década de 1980. 

Sobre o livro 
A câmera curiosa: cinema científico, ciência no audiovisual 

(Alfredo Suppia/Cícero Inácio da Silva/Jane de Almeida, Alameda Editorial, 2026) 

Desde os primórdios do cinematógrafo, cinema e ciência caminham entrelaçados. Nascido originalmente para fins científicos antes de se tornar entretenimento, o cinema científico revela mundos invisíveis e democratiza o conhecimento. Das experiências pioneiras de Jules Janssen e Étienne-Jules Marey às imagens contemporâneas de buracos negros e superfície de Marte, essa tradição permanece viva e instigante.  

Esta coletânea se divide em duas partes complementares: textos consolidados sobre cinema científico universal – assinados por nomes como André Bazin, Arlindo Machado e B.J. Duarte – e pesquisas inéditas sobre o gênero no Brasil e exterior. Da medicina pioneira de Aloysio de Castro aos filmes etnográficos do Institut für den Wissenschaftlichen Film, dos documentários de Jean Painlevé às representações da internet na mídia brasileira dos anos 1990, os ensaios percorrem mais de um século de imagens a serviço da ciência. Organizado pelo Laboratório de Imagem Científica (LIC), o livro oferece uma jornada caleidoscópica pelas relações entre audiovisual e conhecimento científico. 
Considerando que o cinema se revela como instrumento de pesquisa, mas também de divulgação e entretenimento, a obra preenche uma lacuna fundamental na bibliografia em português sobre o gênero. Um convite essencial para estudantes, pesquisadores e todos os curiosos sobre as fascinantes intersecções entre as artes cinemáticas e o mundo da ciência. 

Sobre a convidada 
Jane de Almeida 

Jane de Almeida é professora e coordenadora do curso de Comunicação e Multimeios da PUC-SP. É doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e pós-doutora em História da Arte pela Universidade de Harvard. Organizadora do FeFiCi — Festival de Filmes Científicos e coordenadora do LIC-CNPq (Laboratório de Imagem e Imaginário Científicos), rede de pesquisa que integra PUC-SP, Unicamp e Unifesp. É curadora de mais de vinte exposições em instituições nacionais e internacionais — MAM-SP, CCBB, FILE Festival —, com obras de artistas como Alexander Kluge, Harun Farocki e Aldo Tambellini. É autora e organizadora de livros e artigos sobre cinema, arte e ciência. É também curadora de filmes científicos, tendo integrado o programa PST Art: Art & Science Collide, da Getty Foundation (Los Angeles, 2024), com pesquisa sobre as imagens da ciência e os regimes de objetividade no cinema — investigação que articula astronomia, imagem técnica e epistemologia visual. 

Sobre o mediador 
José Luiz Goldfarb possui graduação em Física pela Universidade de São Paulo (USP), mestrado em Filosofia e História da Ciência pela McGill University, no Canadá, e doutorado em História da Ciência pela USP. Atualmente, é professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), diretor da EDUC e presidente da Cátedra de Cultura Judaica da PUC-SP. É coordenador do projeto CineCiência, do Museu da Imagem e do Som de São Paulo.