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Norma Blum

Vozes em Cena

Data

17.06

Horário

19h

Ingresso

Gratuito (retirada com uma hora de antecedência na bilheteria física do MIS) 

Local

Auditório LABMIS (64 lugares)

Classificação

Livre

Mantendo a constante atualização de seu acervo e demonstrando a relevância da coleção e da prática de história oral – uma das bases fundadoras do MIS –, o Museu inaugurou um novo programa. Focado no seu repertório de memória do teatro, “Vozes em Cena” convida, mensalmente, nomes ilustres das artes cênicas do país, indispensáveis para a história dessa linguagem. 

O programa se divide em duas etapas: na primeira, um longo testemunho sobre a vida e a carreira é concedido pelo convidado, diretamente para a historiadora Rosana Caramaschi, especialista em história oral. Já a segunda parte conta com um bate-papo bem-humorado e descontraído no auditório do Museu, com mediação do ator e diretor Léo Stefanini. O público pode acompanhar esta parte do programa, acrescentando perguntas e curiosidades sobre a trajetória do homenageado. Ambos os momentos são registrados em vídeo e passam a integrar o Acervo MIS, e o material fica disponível para pesquisa com acesso gratuito. 

A convidada de junho é a atriz e apresentadora Norma Blum, que completa 75 anos de carreira em 2026. 

Sobre a convidada 

Norma Blum iniciou a carreira ainda adolescente na TV Tupi, onde atuou como assistente de roteiro e, a partir de 1954, integrou o elenco fixo da emissora, participando de programas como Grande Teatro Tupi e Teatro de Comédia. Em 1964, passou a integrar o elenco inicial da TV Globo, onde apresentou o programa Romance na Tarde e, ao lado de Hilton Gomes, comandou o Festival Internacional da Canção em 1968 e 1969. Na teledramaturgia, destacou-se por papéis como Malvina em “Escrava Isaura” (1976) e Frau Herta em “Ciranda de pedra” (1981), além de protagonizar “Senhora” (1975) e integrar novelas como “Elas por elas” (1982) e “Sinhá moça” (1986). Nos anos 2000, esteve em produções como “Celebridade” e “Insensato coração”. No teatro, participou de ao menos 17 montagens entre 1959 e 2023, incluindo títulos recentes, como “O que vamos fazer com o Walter?” (2023), mantendo atividade artística e a oferta de atividades formativas com aulas de interpretação. Em 2010, foi condecorada com a Ordem do Ipiranga, pelo Governo do Estado de São Paulo, por sua contribuição às artes. 

Sobre o mediador do bate-papo 

Léo Stefanini é publicitário e jornalista, com ampla experiência nos bastidores de TV, antes de ingressar no teatro. Trabalhou como locutor, repórter e editor em emissoras como Record TV, Rede TV e Band. Em 2005, iniciou sua carreira no teatro como assistente de direção. Desde então, tem feito trabalhos consistentes nos palcos, ora dirigindo, ora atuando, em peças de destaque como “Caros ouvintes”, “O jardim das cerejeiras”, “Amigas pero no mucho”, “O filho”, entre tantas outras. É formado em teatro pelo Teatro Escola Célia Helena e integrou o grupo de estudos do Grupo Tapa. Também é produtor e professor de teatro. 

Sobre a pesquisadora 

Rosana Caramaschi é historiadora com especialização em arte, crítica e curadoria. Tem larga experiência em música e artes cênicas, com ênfase em ópera. No segmento musical, o destaque é para atividades ligadas à música erudita e à música popular, sobre as quais realiza pesquisas e curadorias diversas. Foi responsável pela pesquisa, pelo desenvolvimento de roteiro e pela condução do depoimento em estúdio do programa Notas Contemporâneas, do MIS, desde sua primeira edição, em 2011, até a última, em 2025.