11 AGO
20 SET
2026
Chão de histórias | Nova Fotografia 2026
Data
11.08 a 20.09.2026
Horário de visitação
terças a sextas / 10h às 19h
sábados / 10h às 20h
domingos e feriados / 10h às 18h
*Permanência até 1h após o último horário
Para a última sessão do dia, o acesso à exposição tem uma tolerância de atraso de até 15 minutos
Ingresso
Gratuito
Classificação indicativa
Livre
O MIS inaugura a quarta exposição do Nova Fotografia 2026 com a série “Chão de histórias”, da fotógrafa Ana Leal. O projeto anual do MIS seleciona, por meio de convocatória aberta ao público, seis novos fotógrafos para uma exposição individual no Museu. A seleção fica a cargo do Núcleo de Programação, com supervisão e coordenação da curadoria geral do MIS. São selecionadas séries fotográficas inéditas, de profissionais que se destacam por sua originalidade técnica e estética. Após o período em exposição, as séries escolhidas passam a integrar o acervo do MIS.
Sobre a série “Chão de histórias”
“Chão de histórias” é uma travessia entre tempo, matéria e memória, um gesto de escuta diante do que foi silenciado na terra, nos arquivos e nos corpos. A partir de uma busca pessoal por raízes apagadas, o projeto constrói uma cartografia afetiva do sertão pernambucano, território de origem da família paterna da artista e lugar que, por muito tempo, lhe foi ausente.
Entre o visível e o velado, as obras propõem uma arqueologia íntima: uma tentativa de reconstituir laços por meio da justaposição de gestos, materiais e silêncios. A fotografia é, aqui, o ponto de partida e o corpo da investigação, uma linguagem que se expande em colagens, tecidos, argilas e sobreposições manuais, para reinscrever presenças no presente.
A série “Dobra do tempo” reúne colagens compostas por fotografias de paisagens realizadas em Floresta e no Vale do Catimbau, somadas a imagens de arquivo familiar e rendas renascença, criando dobras visuais e simbólicas entre o tempo e a memória. Em “Encontro”, retratos de ancestrais se fundem à argila seca do sertão, afirmando que somos inseparáveis do solo que nos gera e nos devolve. Já “Álbum de família” apresenta retratos botânicos de espécies nativas da Caatinga, tratadas como membros de uma linhagem viva.
Entre natureza, corpo e imagem, “Chão de histórias” propõe repensar o território não apenas como paisagem, mas como pele — uma superfície sensível onde o tempo deixa suas marcas.
Sobre a artista
Ana Leal (Recife, 1969) é artista visual radicada em São Paulo. Sua prática transita entre fotografia, vídeo, colagem, cerâmica e instalação, investigando temas como memória, impermanência, território e transformação. Iniciou sua trajetória artística após uma carreira na área de economia e administração, desenvolvendo uma pesquisa que parte da fotografia para explorar diferentes materialidades e modos de construção da imagem. Seu trabalho já recebeu reconhecimentos como o Gold Winner no Tokyo International Foto Awards (TIFA), o Julia Margaret Cameron Award e foi finalista do Sony World Photography Awards. Em 2025, integrou o Top 200 do Critical Mass e, em 2026, foi finalista do BBA Photography Prize. Suas obras já foram apresentadas em exposições no Brasil e no exterior e integram a coleção permanente do Florida Museum of Photographic Arts.



