A PARTIR
02 SET
2026
Mulheres da Boca
Data
A partir 02.09
Horário de visitação
terças a sextas / 10h às 19h
sábados / 10h às 20h
domingos e feriados / 10h às 18h
*Permanência até 1h após o último horário
Para a última sessão do dia, o acesso à exposição tem uma tolerância de atraso de até 15 minutos
Ingresso
Gratuito
Classificação indicativa
16 anos
Quatro décadas após o lançamento do documentário experimental “Mulheres da Boca” (1981), dirigido por Cida Aidar e Inês Castilho, a exposição recupera imagens inéditas produzidas durante as filmagens nas ruas da Boca do Lixo, em São Paulo, na virada dos anos 1970 para os 1980. Conservadas em negativo por 44 anos e agora restauradas e digitalizadas, as fotografias de Wagner Carvalho revelam trabalhadoras do sexo, seus exploradores e o cotidiano de um território marcado pela convivência entre a prostituição, a criminalidade e uma intensa produção cinematográfica.
A partir de setenta fotografias, a mostra revisita a Boca do Lixo como espaço de experimentação artística, resistência e reflexão sobre a condição feminina, recuperando a trajetória de jovens feministas que buscaram, por meio do cinema, dar visibilidade a mulheres e experiências frequentemente apagadas da história. Exposição também resgata a memória da indústria cinematográfica que transformou a região em um dos principais polos do cinema independente brasileiro.
Com curadoria de Inês Castilho, Marcelo Colaiácovo e William Plotnik, “Mulheres da Boca” propõe um encontro entre fotografia, cinema, feminismo e memória urbana, ampliado por uma programação de filmes e palestras. Mais do que revisitar um momento histórico, a exposição lança um novo olhar sobre os corpos, as histórias e os territórios que compõem a memória cultural de São Paulo.
Participantes
Inês Castilho foi cofundadora do jornal “Nós Mulheres” e editora da revista “Mulherio” (1981-1989). Realizou os curtas “Mulheres da Boca” (1981) e “Histerias” (1983), hoje considerados referências do cinema feminista brasileiro. Atualmente, publica no portal Outras Palavras.
Marcelo Colaiácovo é cineasta independente, curador e produtor de filmes, fundador da produtora Resistência Filmes e responsável pela idealização e criação do Museu Soberano — Rua do Triunfo, em homenagem ao cinema paulista.
William Plotnick é arquivista audiovisual de Nova Jersey e cofundador da Cinelimite, organização dedicada à preservação e distribuição do cinema brasileiro. É mestre em preservação de filmes pela New York University e em estudos de cinema pela Columbia University.
Wagner Carvalho é graduado em cinema pela ECA-USP, produziu os longas “Greve”, “O homem que virou suco” e “A próxima vítima”, de João Batista de Andrade; “Cidade oculta”, de Chico Botelho; e “Comitiva Esperança”, que também dirigiu, entre outros. Costumava documentar as filmagens dos curtas, como “Mulheres da Boca”.
Maria Aparecida Kfouri Aidar é psicanalista, professora e supervisora no Instituto Sedes Sapientiae. Cofundadora do jornal feminista “Nós Mulheres”, também codirigiu “Mulheres da Boca” e realizou filmes e vídeos ligados à psicanálise.



