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50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Data

De 20.10 a 25.10

Horário

De acordo com a programação

Ingresso

Gratuito

Local

Auditório MIS (168 lugares)

Classificação

De acordo com cada filme

Em 2026, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo celebra sua 50ª edição, reunindo uma seleção de produções brasileiras e internacionais que refletem diferentes olhares sobre o cinema contemporâneo. Ao longo de sua trajetória, a Mostra consolidou-se como um importante espaço de encontro entre público, realizadores e cinematografias de diversas partes do mundo. 

Em sua edição comemorativa, o festival ocupa diferentes espaços da cidade com filmes de cineastas consagrados e novos realizadores, promovendo o contato do público com múltiplas linguagens, narrativas e perspectivas. Assim, reafirma o cinema como um espaço de reflexão, descoberta e diálogo. 

Programação | 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 

20.10, terça-feira 

Sessão 479 | 13h 

Todo mundo pede desculpas hoje em dia (Everyone’s Sorry Nowadays), de Frederike Migom, 87 min, Bélgica 

Bianca é uma jovem de apenas treze anos cheia de personalidade. Ela busca um porto seguro em uma realidade na qual se sente invisível. A atenção e o afeto de sua mãe estão totalmente voltados para o irmão caçula e seu problema cardíaco, enquanto o pai e a nova namorada a consideram uma garota fora de controle. Tudo muda quando Billie King, sua atriz favorita, aparece de repente na sala de sua casa. Ao longo de um dia escaldante de verão, repleto de emoções intensas, a imaginação vívida de Bianca e seu turbilhão de pensamentos tomam conta da situação. Ela percebe que nem tudo é como imaginava e tenta se reaproximar da mãe. Baseado no romance de Bart Moeyaert, o filme foi exibido no Festival de Berlim. 

Classificação: 14 anos 

Sessão 480 | 15h 

Guerrilha no asfalto (Asphalt Guerrilla), de Edgar Pêra, 77 min, Portugal 

Guerrilha no asfalto é uma ficção enraizada na realidade sobre uma época utópica da democracia portuguesa. Ambientado no início dos anos 1980, o filme começa com um estudante reservado que se envolve em uma organização radical e acaba baleado e linchado por uma multidão após um assalto a banco. Ao longo da trama, acompanhamos os dilemas, ora cômicos, ora trágicos, dessa “guerrilha do asfalto” lutando contra o sistema, ao mesmo tempo em que o diretor do filme abandona o grupo para se dedicar a fazer cinema de guerrilha. Exibido no Festival de Locarno. 

Classificação: 16 anos 

21.10, quarta-feira 

Sessão 567 | 17h45 

La Belle Année (La Belle Année), de Angelica Ruffier, 95 min, Suécia e Noruega 

Após a morte do pai, de quem haviam se distanciado, Angelica e seu irmão são forçados a retornar ao lugar onde passaram a infância — um casarão no interior da França, tomado por uma desordem indescritível e pela lembrança persistente do patriarca despótico. Ao iniciar a árdua tarefa de esvaziar o local, Angelica se depara com seus diários da adolescência, ressuscitando o amor secreto e intenso que um dia nutriu por sua professora de história, Mademoiselle B. Através das palavras dos diários, a paixão juvenil de Angelica se desdobra no presente. Por um breve período, a casa se transforma em um espaço onde memórias, fantasias e desejos são intensamente revividos. E, enquanto a lista de afazeres parece não ter mais fim, um desejo passa a tomar conta de Angelica: reencontrar Mademoiselle B. Vencedor do prêmio especial do júri no Festival de Roterdã. 

Classificação: 14 anos 

Sessão 568 | 20h 

Black Zombie (Black Zombie), de Maya Annik Bedward, 92 min, Canadá 

O documentário revela como uma trágica metáfora da escravidão no Haiti colonial se transformou no monstro mais lucrativo da cultura pop. Muito antes de se tornar um morto-vivo devorador de carne, o zumbi original era a maior vítima do poder colonial, condenado ao trabalho incessante e privado até mesmo da libertação espiritual trazida pela morte. Ao combinar imagens de arquivo, história do cinema de terror, cenas observacionais e entrevistas com historiadores, artistas e lendas do gênero, o filme explora essa evolução por meio de obras icônicas, e expõe como o colonialismo, o imperialismo e o capitalismo de consumo desvincularam a figura de seu sentido original. Esse símbolo de usurpação da liberdade foi reduzido a uma figura de terror, enquanto as tradições espirituais negras eram distorcidas, espetacularizadas e apagadas. 

Classificação: 14 anos 

22.10, quinta-feira 

Sessão 654 | 15h 

A casa no bosque (The House in the Woods) — Episódios 1, 2 e 3, de Maurice Pialat, 142 min, França 

França, 1917. Em um vilarejo no norte da França, três crianças de Paris são acolhidas por Albert e sua esposa, Jeanne. Protegidas pelo amor e carinho do casal, elas conseguirão preservar sua inocência diante dos horrores da guerra? A restauração em 4K de A casa no bosque foi concluída em 2024 pelo INA, Institut National de l’Audiovisuel, a partir do negativo de imagem em 16 mm e de fita magnética em 16 mm. 

Classificação: 14 anos 

Sessão 655 | 17h50 

A casa no bosque (The House in the Woods) — Episódios 4 e 5, de Maurice Pialat, 106 min, França 

França, 1917. Em um vilarejo no norte da França, três crianças de Paris são acolhidas por Albert e sua esposa, Jeanne. Protegidas pelo amor e carinho do casal, elas conseguirão preservar sua inocência diante dos horrores da guerra? A restauração em 4K de A casa no bosque foi concluída em 2024 pelo INA, Institut National de l’Audiovisuel, a partir do negativo de imagem em 16 mm e de fita magnética em 16 mm. 

Classificação: 14 anos 

Sessão 656 | 20h 

A casa no bosque (The House in the Woods)— Episódios 6 e 7, de Maurice Pialat, 116 min, França 

França, 1917. Em um vilarejo no norte da França, três crianças de Paris são acolhidas por Albert e sua esposa, Jeanne. Protegidas pelo amor e carinho do casal, elas conseguirão preservar sua inocência diante dos horrores da guerra? A restauração em 4K de A casa no bosque foi concluída em 2024 pelo INA, Institut National de l’Audiovisuel, a partir do negativo de imagem em 16 mm e de fita magnética em 16 mm. 

Classificação: 14 anos 

23.10, sexta-feira 

Sessão 768 | 15h 

Lar (Home), de Marijana Jankovic, 105 min, Dinamarca 

Em 1991, em meio à dissolução geopolítica dos Bálcãs, Maja, de 6 anos, e seus pais deixam a Iugoslávia rumo à Dinamarca. Porém, a chegada à “terra prometida” se revela uma dura provação para a família, especialmente para a menina. Ela observa a angústia e o esforço dos pais para se adaptarem a um mundo com regras e tradições totalmente diferentes. Logo eles percebem que o novo lar está longe de ser o refúgio que idealizavam. Diante das dificuldades, Maja aprende dinamarquês e acaba assumindo de forma precoce as responsabilidades de um adulto para ajudá-los. Exibido no Festival de Roterdã. 

Classificação: livre 

Sessão 769 | 17h15 

Sem anestesia (Without Anesthesia), de Andrzej Wajda, 131 min, Polônia e França  

O renomado correspondente político Jerzy Michalowski descobre, ao retornar do exterior, que a esposa o deixou. Sem entender os motivos de sua partida, Jerzy não consegue aceitar a decisão da mulher. Ao mesmo tempo, sua vida profissional começa a ruir: as aparições na televisão e as publicações na imprensa têm uma recepção fria, as aulas na universidade são suspensas e uma viagem internacional há muito tempo planejada é cancelada repentinamente. Andrzej Wajda retrata uma geração marcada pelo conformismo, pelas concessões e pela dificuldade de preservar sua autonomia. Vencedor do prêmio do Júri Ecumênico do Festival de Cannes. Restaurado em 2012 pelo ZEBRA Film Studio em colaboração com Yakumama Film/Soundplace, a partir do negativo original de câmera. Financiamento fornecido por Filmoteka Narodowa (Cinemateca Nacional da Polônia) e Ministerstwo Kultury i Dziedzictwa Narodowego (Ministério da Cultura e do Patrimônio Nacional da Polônia). 

Classificação: 16 anos 

Sessão 770 | 19h55 

O julgamento de Hein (Trial of Hein), de Kai Stänicke, 122 min, Alemanha 

Após catorze anos, Hein retorna ao lugar onde nasceu, um vilarejo em uma ilha distante, mas logo se dá conta de que essa comunidade fechada já não o reconhece. Desconfiados de que ele seja um impostor, os moradores decidem submetê-lo a um julgamento para descobrir sua verdadeira identidade. Vencedor do Prêmio do Júri do Teddy Award no Festival de Berlim. 

Classificação: 16 anos 

24.10, sábado 

Sessão 864 | 15h 

24 frames (24 frames), de Abbas Kiarostami, 114 min, Irã e França.  

Uma série de breves fragmentos visuais que exploram o fascínio de Kiarostami pela fotografia, evocando os instantes que antecedem e sucedem a captura de uma imagem. Alternando entre cor e preto e branco, essas miniaturas revelam a força comovente da imagem em movimento. 

Classificação: livre 

Haverá debate após a sessão. 

Sessão 865 | 20h 

La Libertad Doble (Double Freedom), de Lisandro Alonso, 100 min, Chile e Argentina. 

Misael trabalha sozinho com seu machado, derrubando árvores na mata. Uma responsabilidade inesperada vira sua vida de cabeça para baixo, e a lógica de seus dias se dissolve numa natureza em que a razão humana não tem sentido algum. Exibido na Quinzena dos Cineastas do Festival de Cannes. 

Classificação: 14 anos  

Haverá debate após a sessão. 

25.10, domingo 

Sessão 945 | 15h 

Luxúria (Lust), de Ralitza Petrova, 77 min, Bulgária, Dinamarca e Suécia 

Lilian é uma agente de liberdade condicional cuja vida é regida por uma precisão clínica: seu corpo, emoções e desejos operam sob controle absoluto. Quando precisa retornar à sua cidade natal para lidar com a morte do pai, uma figura sempre ausente, o que deveria ser apenas um breve trâmite administrativo esbarra em dívidas pendentes, descaso institucional e um corpo em decomposição preso em um limbo burocrático. Entre escritórios, quartos de hotel e casas abandonadas, a narrativa mergulha de forma visceral no luto, na carne e em um desejo há muito anestesiado. Uma conexão inesperada e inquietante com um praticante de shibari leva Lilian a encarar as fronteiras entre o controle e a entrega, enquanto os nós de seu próprio passado se desatam. Será ela capaz de encontrar o caminho de volta para o corpo que abandonou há tanto tempo? Exibido no Festival de Berlim. 

Classificação: 16 anos 

Sessão 946 | 17h 

Francisca (Francisca), de Manoel de Oliveira, 166, min, Portugal 

Em 1854, José Augusto apaixona-se pela bela Fanny Owen, para consternação de Camilo, poeta e confidente da moça. Vítima da sedução do rapaz, Fanny acaba cedendo e decide fugir com ele. No entanto, uma suspeita surge no espírito de José Augusto e coloca a relação em risco. Adaptação do romance Fanny Owen, da escritora portuguesa Agustina Bessa-Luís. Cópia conservada pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema. Restauração em 4K. 

Classificação: 16 anos