Arllete Montenegro
Vozes em Cena
28.10
QUA
19H
Data
28.10
Horário
19h
Ingresso
Gratuito (retirada com uma hora de antecedência na bilheteria física do MIS)
Local
Auditório LABMIS (64 lugares)
Classificação
Livre
Mantendo a constante atualização de seu acervo e demonstrando a relevância da coleção e da prática de história oral – uma das bases fundadoras do MIS –, o museu inaugurou, em 2026, um novo programa. Focado no seu repertório de memória do teatro, “Vozes em Cena” convida, mensalmente, nomes ilustres das artes cênicas do país, indispensáveis para a história dessa linguagem.
O programa se divide em duas etapas: na primeira, um longo testemunho sobre a vida e a carreira é concedido pelo convidado, diretamente para a historiadora Rosana Caramaschi, especialista em história oral. Já a segunda parte conta com um bate-papo bem-humorado e descontraído no auditório do museu, com mediação do ator e diretor Léo Stefanini. O público pode acompanhar esta parte do programa, acrescentando perguntas e curiosidades sobre a trajetória do homenageado. Ambos os momentos são registrados em vídeo e passam a integrar o Acervo MIS, e o material fica disponível para pesquisa com acesso gratuito.
A convidada de outubro é a atriz Arllete Montenegro, veterana do teatro, do cinema e da TV, que ficou muito conhecida também no âmbito da dublagem, dando voz à atriz Meryl Streep em O Diabo veste Prada.
Sobre a convidada
Arllete Montenegro iniciou sua carreira na Rádio São Paulo em 1954, vencendo um concurso entre mais de duas mil candidatas intitulado “Em Busca de uma Estrela” e ganhando o slogan de “Estrela do 4º Centenário”. Sua primeira novela de rádio foi Silêncio, de Waldir de Oliveira. Em 1955, sua atuação lhe valeu uma indicação para um papel na peça O corcunda de Notre Dame, na TV Record. A atriz permaneceu nesta emissora e na Rádio São Paulo por nove anos. Durante esse período, protagonizou diversas peças, entre elas: Ralé, Em cada coração um pecado, Leito de flores em campo de neve, O anjo de pedra, Sinfonia pastoral e Bom dia tristeza. Em 1964, foi para a TV Excelsior (antigo canal nove, de São Paulo), estreando com a novela Ambição, de Yvani Ribeiro.
Sobre o mediador do bate-papo
Léo Stefanini é publicitário e jornalista, com ampla experiência nos bastidores de TV, antes de ingressar no teatro. Trabalhou como locutor, repórter e editor em emissoras como Record TV, Rede TV e Band. Em 2005, iniciou sua carreira no teatro como assistente de direção. Desde então, tem feito trabalhos consistentes nos palcos, ora dirigindo, ora atuando, em peças de destaque, como Caros ouvintes, O jardim das cerejeiras, Amigas pero no mucho, O filho, entre tantas outras. É formado em teatro pelo Teatro Escola Célia Helena e integrou o grupo de estudos do Grupo Tapa. Também é produtor e professor de teatro.
Sobre a pesquisadora
Rosana Caramaschi é historiadora com especialização em arte, crítica e curadoria. Tem larga experiência em música e artes cênicas, com ênfase em ópera. No segmento musical, o destaque é para atividades ligadas à música erudita e à música popular, sobre as quais realiza pesquisas e curadorias diversas. Foi responsável pela pesquisa, pelo desenvolvimento de roteiro e pela condução do depoimento em estúdio do programa Notas Contemporâneas, do MIS, desde sua primeira edição, em 2011, até a última, em 2025.




