1ª Mostra de cinema Sefaradi
25.03
27.03
Data
25, 26 e 27.03
Horário
Diversos horários
Ingresso
Gratuito (retirada com uma hora de antecedência na bilheteria do MIS)
Local
Auditório MIS (172 lugares)
Classificação indicativa
De acordo com cada sessão
A 1ª Mostra de Cinema Sefaradi propõe destacar as vivências árabe-judaicas, tradições e contribuições por meio de filmes, documentários e debates. Além disso, cria um espaço de diálogo e integração entre diferentes culturas, reforçando a importância da diversidade.
O objetivo é promover o conhecimento e a valorização da cultura sefaradi através do cinema, contribuindo para o fortalecimento do diálogo intercultural em São Paulo.
Essa é uma iniciativa do Espaço Kadinah.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
25.03, TERÇA
17h | The Girl from Salonika
(Dir. Alison Jayne Wilson, Espanha, 2024, 37 min, 16 anos)
O documentário conta a história de Mazaltov “Fofo” Behar, uma mulher grega que, aos 17 anos, foi deportada para Auschwitz-Birkenau durante a Segunda Guerra Mundial. Revisitando seus primeiros anos ne Grécia e o clima político e social antes da invasão alemã, que deportou 90% dos judeus gregos, o filme apresenta filmagens nunca vistas do Bloco 10, do qual Fofo foi uma das poucas sobreviventes. O documentário busca discutir sobre a ética na medicina e aborda temas como os experimentos médicos em campos de concentração e holocausto.
Debate após a sessão com:
Sarita Mucinic Sarue é formada em Pedagogia pela Universidade Mackenzie e mestre em Estudos Judaicos pela USP. Realizou o curso de especialização em Shoá (termo em iídiche para definir o Holocausto) na Escola Internacional de Estudos do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém. Autora de “Vozes de paz em tempos de guerra – Janusz Korczak diante da criança, do sionismo, do nazismo e holocausto” (Fapesp/Humanitas, 2015), publicou diversos artigos de educação judaica. Coordenadora educacional do Memorial do Holocausto, é membro da diretoria da Associação Janusz Korczak Brasil, além de voluntária do Grupo Chaverim.
Michel Gordon é formado em Física pela USP, com mestrado em Oceanografia pela USP e em Islamismo e Oriente Médio pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Trabalha como Chief Risk Officer no Banco Safra. Publicou o livro “Um judeu no Islã” sobre sinagogas no mundo islâmico e “My Tehran, Your Tehran” pelo Iranian Artist Forum em Teerã.
20h | The Dove Flyer
(Dir. Nissim Dayan, Israel, 2013, 107 min, 16 anos)
Baseado no livro homônimo, o filme conta a história da comunidade judaica do Iraque, a mais antiga do mundo. Kabi, um jovem de 16 anos, vive em Bagdá nos anos 1950, e se transforma em um dos principais ativista pelos judeus iraquianos, tornando possível a migração para Israel.
26.03, QUARTA
17h | Bukra Bil Mish Mish
(Dir. Tal Michael, Israel/França, 2019, 73min, 16 anos)
O documentário narra a história da descoberta da animação “Mish Mish Effendi”. O início da restauração dessa joia do pioneirismo da animação árabe-judaica desvenda uma história rica de uma cultura abundante, esquecida através do tempo, e resgata as memórias e dores de um povo.
Sessão as 20h | Egypt, a Love Song
(Dir. Iris Zaki, Israel, 2022, 74min, 16 anos)
Iris Zaki, junto com seu pai, documenta a descoberta da vida de sua avó, uma legendária cantora árabe-judaica que viveu a fama no Egito. Essa história cruza as nações, as culturas e as religiões de uma forma única, com arquivos raros e cenas da época roteirizadas, dando vida à sua história e a de seu pai.
Debate após a sessão com:
Nessim Hamaoui é editor e diretor da Editora e Espaço Kadimah, que tem foco em conteúdo judaico. Toda sua vida comunitária foi centrada na Congregação Israelita Paulista. Já foi membro de Conselhos de diversas instituições, como a Hebraica São Paulo, o Colégio Bialik, a Federação Israelita do Estado de São Paulo e a Unibes. Também foi diretor da Conib – Confederação Israelita do Brasil para a Campanha Mundial de Justiça para os judeus refugiados dos países árabes, onde foi diretor secretário (2005-2009). Nessim é também autor de “Charles e Louly”(2007) sobre a sua família no Egito, “Madrich” (2012), que relata sua jornada pelo ativismo comunitário, organizador da “coletânea em memória das vítimas do holocausto” (2019 – cinco volumes) e “Uma história de Israel e seu direito de existir” (2022). Natural do Egito, veio com a família em junho de 1959 para o Brasil.
Alberto Moghrabi é italiano nascido em Alexandria. É economista, atuou no mercado financeiro e no terceiro setor. “As aventuras de Mané – um egípcio descobre o Brasil” é o seu quarto livro, já tendo publicado “Pequenos contos de enredo indeterminado” (2001), “Umas histórias” (2003) e “Tempo passa tempo” (2007). Desde 2010, faz postagens diárias no Facebook, onde criou Mané, um personagem de (auto) ficção, através do qual comenta e dá novas interpretações a fatos da sua vida presente e passada.
27.03, QUINTA
17h | A estrela oculta do sertão
(Dir. Luize Valente e Elaine Eiger, Brasil, 2015, 85 min, 16 anos)
O documentário coloca frente a frente dois lados de uma mesma moeda. Ao confrontar o judaísmo oficial com o judaísmo dos retornados, são trazidas à tona questões como tolerância, identidade, preconceito e fé. A primeira metade do documentário se passa no Nordeste, apresentando os personagens e mostrando o que existe na cultura brasileira que pode ser apontando como de origem judaica. Já a segunda acompanha a ida do médico Luciano Oliveira, de 26 anos, a São Paulo, o encontro com a comunidade oficial e o confronto com os rabinos ortodoxos.
Debate com as diretoras após a sessão:
Luize Valente nasceu no Rio de Janeiro, de ascendência portuguesa e alemã. Apaixonada, desde sempre, por História, com especial fascínio por temas ligados à história judaica e aos refugiados em tempos de guerra, formou-se em Jornalismo, com pós-graduação em Literatura Brasileira pela PUC/RJ. Luize traçava, assim, o caminho da sua principal vocação: o gênero literário do romance histórico. Possui vários livros publicados, sendo o mais conhecido “Sonata em Auschwitz”. No campo da não ficção, escreveu, em parceria com a fotógrafa Elaine Eiger, o livro “Israel: rotas e raízes” (1999). Realizou também, com a mesma parceria, os documentários “Caminhos da memória: a trajetória dos judeus em Portugal” (2002) e “A estrela oculta do sertão” (2005), ambos exibidos em vários festivais no Brasil e no exterior, como a Mostra no Lincoln Center, em Nova York, e os Festivais de San Diego e de Jerusalém, e na televisão (Canal Brasil), constituindo importantes inventários do judaísmo no mundo. Com o primeiro, ganhou o Prêmio de Melhor Direção de Documentário no New York Independent Film Festival 2003 e, com o segundo, o Prêmio de Melhor Documentário no Festival de Cinema Judaico de São Paulo 2005. Como jornalista, Luize atuou por mais de duas décadas na televisão, cobrindo assuntos internacionais na GloboNews, na TV Globo, na Bandeirantes e no GNT.
Elaine Eiger nasceu e vive em São Paulo. Trabalha com fotografia há mais de 25 anos. Realizou exposições em diversos espaços, como Casa das Rosas, Sesc Pompeia, Galeria Ímã e Centro de Cultura Judaica. Há algum tempo elegeu o tema de arquitetura e cidades como foco de seu trabalho. Desde então, viaja mundo afora capturando imagens de cidades globais. Em seus trabalhos, a arquitetura aparece como uma forte metáfora que tenta traduzir as principais inquietações da contemporaneidade.
20h | DOC.MIS | Forgotten Refugees
(Dir. Michael Grynszpan, Israel, 2025, 49 min, 16 anos)
Documentário ganhador dos prêmios Melhor Documentário em Destaque no Festival de Cinema Judaico de Varsóvia e do prêmio Melhor Documentário no Festival de Cinema de Marbella, conta a história a diáspora judaica das regiões do Oriente Médio dos anos 1940. De Casablanca a Bagdá, os judeus abandonaram suas terras ancestrais, muitas vezes deixando para trás suas casas, comunidades e meios de subsistência, tornando-se repentinamente refugiados. Por décadas, muitos judeus que fugiram de suas terras natais nunca compartilharam suas experiências de serem forçados ao exílio, mas em “The Forgotten Refugees”, pela primeira vez, histórias de vários refugiados judeus, incluindo os cofundadores da JIMENA Joseph Abdel Wahid (Egito) e Gina Waldman (Líbia) são contadas. Esta sessão integra o DOC.MIS, programa do Museu que funciona como espaço de exibição de documentários e promoção de debates de temas relevantes da sociedade.
Debate após a sessão:
Desirée Nacson Suslick é jornalista formada pela Escola de Comunicações e Artes da USP e responsável da revista da comunidade judaica Morashá.
Eduardo Cohen é um ativista da comunidade e um dos líderes do grupo Juif d’ Egypte.
