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Nuremberg

Ciclo de Cinema e Psicanálise

Data

17.03

Horário

19h

Ingresso

Gratuito (retirada com uma hora de antecedência na bilheteria física do MIS) 

Local

Auditório MIS (168 lugares)

Classificação

16 anos

Ciclo de Cinema e Psicanálise, programa mensal do MIS, é realizado em parceria com a Folha de São Paulo e a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). O projeto apresenta sempre um bate-papo após o filme, mediado por Luciana Saddi, coordenadora do Programa de Cinema e Psicanálise da Diretoria de Cultura da SBPSP.

A primeira edição de 2026 recebe a pré-estreia do filme Nuremberg, em parceria com a Diamond Filmes. O longa será exibido no MIS antes de sua chegada aos cinemas brasileiros a partir de 26 de março. Após a sessão, será realizado um bate-papo com a presença do psiquiatra Ricardo Biz.

Sobre o filme 

Nuremberg 

(dir. James Vanderbilt, 2026, 148 min, EUA, 16 anos) 

Baseado em uma história real, Nuremberg  revela os bastidores do julgamento que mudou a justiça internacional. Após a Segunda Guerra Mundial, o psiquiatra do Exército Americano Douglas Kelley (Rami Malek) é encarregado de avaliar a sanidade dos líderes nazistas capturados, entre eles Hermann Göring (Russell Crowe), o temido braço direito de Hitler. À medida que o tribunal avança, Kelley se envolve em um perigoso jogo psicológico com Göring e descobre o quão longe a mente humana pode ir. 

Sobre o convidado 

Ricardo Biz é psiquiatra e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). É autor dos livros “O amor in verso” (Editora Travassos, 2017), “Sinto mas ad versos” (Editora Travassos, 2017), “Psiquiatria, psicanálise e pensamento simbólico” (Editora Travassos, 2018), “Internações psiquiátricas” (Org. Edição do Autor, 2019), “O que é a morte, papai?” (Rumo Editorial, 2019) e “Tutui” (Editora Sparta, 2023), além de vários artigos publicados em revistas científicas.

“Nuremberg”, por Luciana Saddi 

Ambientado na Alemanha de 1945, no imediato pós-Segunda Guerra Mundial, “Nuremberg” apresenta os julgamentos conduzidos pelas Forças Aliadas diante da difícil tarefa de determinar a responsabilidade pelos crimes do regime nazista. Nesse contexto, o psiquiatra americano Douglas Kelley (Rami Malek) é designado a avaliar a aptidão mental de 22 oficiais que aguardam julgamento por crimes de guerra — era fundamental estabelecer se os réus possuíam condições psíquicas de compreender o processo que os julgava. Enquanto o promotor-chefe dos Aliados Robert H. Jackson (Michael Shannon) conduz a acusação formal, Kelley estabelece uma relação perturbadora com Hermann Göring (Russell Crowe). A proximidade entre médico e réu transforma a investigação psiquiátrica em confronto ético e subjetivo, no qual a própria fronteira entre conhecimento e identificação é questionada e, por vezes, se desfaz. 

Dirigido por James Vanderbilt e baseado no livro “O nazista e o psiquiatra” (Jack El-Hai), o filme interroga a possibilidade de conhecer o mal sem sucumbir à sua sedução. Entre proximidade e abismo, “Nuremberg” propõe uma reflexão incisiva sobre responsabilidade, ideologia e a barbárie organizada pela racionalidade. 

Em “Psicologia das massas e análise do eu”, Freud já apontava o fascínio infantil pelo líder carismático; em “O mal-estar na civilização”, sobretudo nos capítulos finais, ele situava a pulsão de morte no coração da cultura. Ao revisitar o passado, “Nuremberg” ilumina o presente e nos lembra que conhecer a história é uma das poucas formas de não a repetir.