Saravá Shalom
Exibição + bate-papo
06.11
SEX
19H
Data
06.11
Horário
19h
Ingresso
Gratuito (retirada com uma hora de antecedência na bilheteria física do MIS)
Local
Auditório MIS (168 lugares)
Classificação
Livre
O MIS realiza exibição do documentário Saravá Shalom, do diretor Alex Minkin. Após a exibição, Minkin participa de um bate-papo com a presença de Andrea Kogan, autora do livro Espiritismo judaico; Danit Pondé, doutora em filosofia da psicanálise pela Unicamp e autora do livro Cinema no divã; e Anelise Fróes, antropóloga especialista em antissemitismo e racismo e coautora do livro Decodificando o antissemitismo —adaptado ao contexto brasileiro.
Sobre o filme
Saravá Shalom
(dir. Alex Minkin, Brasil/EUA/Portugal, 2026, 82 min)
O filme acompanha o artista cearense André Feitosa ao descobrir que sua família descende de africanos escravizados, indígenas e judeus convertidos à força pela Inquisição. Mergulhando nos arquivos, André reconstrói sua árvore genealógica ao longo de dezenas de gerações. Onde lhe faltaram registros, ele buscou conhecimento nos terreiros de umbanda e candomblé. O terreiro de candomblé Ilè Ibá Asè Kpósú Aziri, o mais antigo do Ceará, torna-se não apenas um lugar de memória africana, mas um santuário para todos os
povos diaspóricos que buscam reconexão ritual. O documentário acompanha André costurando mundos e diásporas em um único terreiro encantado: a “Sinagoga de Compromissos Ancestrais”. Sua jornada o leva ainda ao sertão profundo do Ceará, onde seus antepassados sefarditas se esconderam durante a Inquisição, e a um pequeno terreiro tradicional de umbanda.
Saravá Shalom também percorre o espiritismo kardecista judaico, por meio da história de Yvonne, filha de judeus vindos da Alemanha. Hoje idosa, ela frequenta há mais de cinquenta anos o Centro Kardecista Jacques Chulam, no Rio de Janeiro, fundado por três famílias sefarditas. Após a morte do filho, Yvonne encontrou conforto no contato mediado com espíritos judaicos.
O filme também retrata o espiritismo judaico em Florianópolis e em Coimbra, Portugal, além de cenas de Chico Xavier falando com Benny Yanga sobre a religião e de Alexandre Cumino, um dos principais teólogos da umbanda, acompanhado do ritual em seu templo, em São Paulo.
Sobre o diretor
Alex Minkin é antropólogo visual e cineasta radicado em Nova York. Seu trabalho, em filmes, pesquisas, palestras e artigos, concentra-se nas interseções entre as culturas judaica e brasileira. Seu primeiro filme, Orixás urbanos (2022), integrou a seleção oficial do Heritales Portugal Film Festival (2022) e do Festival Rendez-vous de Lisboa (2023). Em 2015, trabalhou com Vincent Moon em filmes de rituais de umbanda para Híbridos, exibido no MoMA (Nova York) e no Tate (Londres), entre outros museus.




