Ana Lúcia Torre
Vozes em Cena
29.07
QUA
19H
Data
29.07
Horário
19h
Ingresso
Gratuito (retirada com uma hora de antecedência na bilheteria física do MIS)
Local
Auditório LABMIS (64 lugares)
Classificação
Livre
Mantendo a constante atualização de seu acervo e demonstrando a relevância da coleção e da prática de história oral – uma das bases fundadoras do MIS –, o Museu inaugurou um novo programa. Focado no seu repertório de memória do teatro, “Vozes em Cena” convida, mensalmente, nomes ilustres das artes cênicas do país, indispensáveis para a história dessa linguagem.
O programa se divide em duas etapas: na primeira, um longo testemunho sobre a vida e a carreira é concedido pelo convidado, diretamente para a historiadora Rosana Caramaschi, especialista em história oral. Já a segunda parte conta com um bate-papo bem-humorado e descontraído no auditório do Museu, com mediação do ator e diretor Léo Stefanini. O público pode acompanhar esta parte do programa, acrescentando perguntas e curiosidades sobre a trajetória do homenageado. Ambos os momentos são registrados em vídeo e passam a integrar o Acervo MIS, e o material fica disponível para pesquisa com acesso gratuito.
A convidada de julho é a atriz Ana Lúcia Torre, que completa sessenta anos de carreira em 2026.
Sobre a convidada
Ana Lúcia Torre iniciou sua trajetória nos palcos na histórica montagem de “Morte e vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, vencedora do Festival Internacional de Teatro Universitário de Nancy, na França, em 1966. Ainda no teatro, trabalhou com diretores como Antunes Filho, José Celso Martinez Corrêa e Gabriel Villela, e recebeu o Troféu Mambembe de atriz coadjuvante por “Rastro atrás”. No cinema, foi premiada como Melhor Atriz pelo júri da crítica e pelo público no Festival Sesc de Melhores Filmes por sua atuação em “Reflexões de um liquidificador” (2010, dir. André Klotzel). Na televisão, recebeu o Prêmio APCA de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação na novela “A indomada”, de Agnaldo Silva e Ricardo Linhares. Participou de produções com bastante repercussão, como “Tieta”, “Renascer”, “Alma gêmea” e “Verdades secretas”. Atualmente, está em cartaz com o espetáculo “Olhos nos olhos”, construído a partir do encontro entre memórias de sua trajetória e canções de Chico Buarque.
Sobre o mediador do bate-papo
Léo Stefanini é publicitário e jornalista, com ampla experiência nos bastidores de TV, antes de ingressar no teatro. Trabalhou como locutor, repórter e editor em emissoras como Record TV, Rede TV e Band. Em 2005, iniciou sua carreira no teatro como assistente de direção. Desde então, tem feito trabalhos consistentes nos palcos, ora dirigindo, ora atuando, em peças de destaque como “Caros ouvintes”, “O jardim das cerejeiras”, “Amigas pero no mucho”, “O filho”, entre tantas outras. É formado em teatro pelo Teatro Escola Célia Helena e integrou o grupo de estudos do Grupo Tapa. Também é produtor e professor de teatro.
Sobre a pesquisadora
Rosana Caramaschi é historiadora com especialização em arte, crítica e curadoria. Tem larga experiência em música e artes cênicas, com ênfase em ópera. No segmento musical, o destaque é para atividades ligadas à música erudita e à música popular, sobre as quais realiza pesquisas e curadorias diversas. Foi responsável pela pesquisa, pelo desenvolvimento de roteiro e pela condução do depoimento em estúdio do programa Notas Contemporâneas, do MIS, desde sua primeira edição, em 2011, até a última, em 2025.
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